Empreender 2020-Newsletter COMPETE2020

30 Agosto 2017 ' Quarta-feira

Face à conjuntura atual, desenhada sobre os contornos da crise e da recessão recente da economia portuguesa, assiste-se a um cenário de fluxo emigratório em que os jovens abandonam o país por algo mais do que a simples busca de emprego, procurando agora uma carreira, o reconhecimento da sua formação e das suas competências: um futuro. Se há uns anos emigrar era opção para os mais ambiciosos e destemidos, hoje em dia, é a solução para manter acesa a chama do indeclinável direito de alcançar uma oportunidade profissional.

Este êxodo nacional acarreta consigo uma série de preocupações para o país, nomeadamente o impacto demográfico, com consequências óbvias ao nível do desenvolvimento económico e social.

Para além das estatísticas, a emigração do século XXI apresenta novos contornos nomeadamente ao nível das qualificações, acarretando consigo uma nova problemática. Embora 60% da população emigrada continue a ter a escolaridade básica, a percentagem dos diplomados do ensino superior na população portuguesa emigrada nos países da OCDE cresceu mais de 50%, passando de 7%, em 2001, para 17%, em 2011 (Observatório da Emigração, 2014).

Se o panorama da emigração já representava uma fragilidade para Portugal a nível demográfico, esta tendência exponencial do novo perfil de emigrantes introduz, no país uma ameaça em termos económicos.

Dos cerca de mais de 128 mil portugueses que deixaram o país em 2013 (Portugal Digital, 2014), a grande maioria são jovens qualificados, entre os 25 e os 34 anos, as grandes vítimas do desemprego nacional (DN Opinião, 2012).

Assim, assiste-se a um cenário preocupante, não só pela perda de competências e da tão imprescindível mão-de-obra qualificada, como pela perda de valor económico, mas também, pela ausência de uma intenção de regresso a curto/médio prazo, por parte deste jovens emigrantes, que se torna necessário contrariar.

Neste contexto, a Fundação AEP posiciona-se como uma das entidades envolvidas no esforço para contrariar esta tendência, contribuindo, no âmbito das suas competências, para a definição e implementação de uma estratégia integrada de apoio ao regresso desta geração qualificada, promovendo o espirito empresarial e criando condições favoráveis para o seu regresso, na captação e fixação de talentos capazes de dinamizar a criação de novas empresas e de gerar riqueza para o País.

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