Cerca de 300.000 portugueses estão atualmente em mobilidade pela Europa, atraídos por um espaço com valores comuns e pelo mercado liberal, mas com preocupações sociais, disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

12 Junho 2017 ' Segunda-feira

Em entrevista à agência Lusa, José Luís Carneiro referiu que, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), havia cerca de meio milhão de trabalhadores em mobilidade, mas "285.000 desses, que saíram entre 2011 e 2015, regressaram ao país em períodos inferiores a um ano".

"Estamos a falar então de um universo de cerca de 300.000 portugueses que estão em mobilidade no espaço europeu, nalguns casos também para outras regiões do mundo, mas o grosso é para a Europa devido aos valores sociais, económicos, e liberais, mas de mercado e com preocupações sociais", disse.

Ressalvando que os dados do INE, do Observatório da Emigração e os que são fornecidos pelos países de acolhimento referentes a 2016 ainda estão a ser analisados, o governante referiu, no entanto, que já é possível definir tendências.

"A tendência de concentração no espaço europeu consolida-se, a noção de que há uma geração em mobilidade também se consolida, ou seja, uma geração que sai, mas que regressa em períodos inferiores a um ano ao país, o que significa que cada vez mais a Europa é um espaço de trabalho comum", acrescentou.

 

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